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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Emprego e Auto-Emprego: Comentário de Pedro Nacuo

A propósito do meu artigo sobre o emprego e auto-emprego, recebi do meu amigo e colega Pedro Nacuo, jornalista do "Notícias" de Maputo, a seguinte opinião:

"Tudo partiu da (des)necessidade que houve em subalternizar as escolas técnicas que haviam, o que o governo deve ter percebido e está a corrigir. Mas o país vai pagar por isso, porque nesse interregno, houve uma lutitánica pelos graus academicos. Rapidamente os doutores germinaram que nem cogumelos! A quantidade de gente formada hoje nao se pode acreditar seja de um país onde a maioria nao sabe o que terá na refeiçao seguinte. Por outro lado, quase todos estudaram apenas para serem chamados doutores e, assim, serem chefes, directores, ministros ou governadores. Porque na verdade, de algum tempo para cá, a própria superstrutura deixou-se levar com a ideia de que só pode ser responsável aquele que fez, no minimo uma licenciatura. E num país pobre, onde para se alcançar determinado estatuto social é preciso ser politicamente correcto, ocupando cargos politicos de reconhecida importância, todos correram para serem doutores, porque só assim poderiam ser ministros, governadores e outros responsaveis do Aparelho do Estado. E conseguiram. Só que esses lugares sao poucos. Agora que o número de doutores está a aumentar é que nos estamos a lembrar que nao formamos o homem capaz de fazer coisas mais necessárias como é a produçao da riqueza. Formamos muitos doutores, muitos pensadores, mas nao formamos produtores.

E quando terminam o curso os actuais doutores, voltam a chorar para a Sociedade, como se nao tivessem ido à Universidade para nao chorar! Quer emprego e está a pedí-lo à Sociedade, que ele sabe que é pobre e como emprego que ele pode ter é "navegar" na Internet, ler jornais, nao o encontra, porque esses lugares estao pejados de gente que todos os dias quer saber se o seu gabinente continua igual ao do outro director.

Por outro lado, por falta da formaçao integral, pois todos se especializam em determinadas areas, desde a Escola Secundária, nada mais podem fazer para além daquilo que diz ter defendido na Faculdade. Se é jurista nao sabe onde fica Tsangano e nem sabe porque é que nao se pode falar de cheias no Niassa. Diz que nao se especializou em geografia. Se é médico nada sabe sobre a legislaçao básica. Cada doutor parece ter um só olho e quando se parte esse, perde de vez a vista. Eis a realidade no terreno, infelizmente."

PEDRO NACUO

sábado, 19 de julho de 2008

ALBUM DE FOTOS - MONTREUX JAZZ FESTIVAL 2008, SUÍÇA

Gilberto Gil ao vivo no Montreux Jazz Festival, na Suíça, no dia 12 de julho

Chaka Khan, Freda Payne, Petula Clark, Nana Mouskori e Angelique Kidjo participam de homenagem aos 75 anos de Quincy Jones


Quincy Jones foi homenageado pelo fundador do Montreux Jazz Festival, Claude Nobs


Gilberto Gil foi um dos brasileiros que se apresentaram no festival de Montreux


Herbie Hancock e Quincy Jones dividem o palco no Montreux Jazz Festival, na Suíça


Os norte-americanos do The Raconteurs tocaram no dia 7 de julho, no Miles Davis Hall


Cee-Lo Green, vocalista do Gnarls Barkley