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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Barack Obama - Presidente dos Estados Unidos da América? A ver vamos

Próximo passo de Barack Obama é definir o papel de Hillary Clinton na disputa; a vice-presidência é uma das opções
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Obama pede a três pessoas para ajudá-lo a escolher vice
O democrata Barack Obama chamou três pessoas, incluindo Caroline Kennedy, para que liderem uma pesquisa para escolher o vice-presidente da sua legenda, disse a campanha do senador nesta quarta-feira.
Kennedy, filha do ex-presidente John Kennedy, vai juntar-se ao ex-promotor-geral Eric Holder e ao ex-presidente da Fannie Mae, Jim Johnson, que também ajudou John Kerry em 2004 e Walter Mandale em 1984 a escolherem seus vices.
"O senador Obama fica feliz por ter três pessoas dedicadas e talentosas a lidar com este rigoroso processo. Ele vai trabalhar com eles nas próximas semanas, mas, no fim, a sua decisão será individual", disse o porta-viz Bill Burton.
Obama obteve a nomeação na terça-feira e vai enfrentar o republicano John McCain nas eleições presidenciais norte-americanas, em novembro.(X)

ONU pede inquérito sobre morte de Vieira de Mello no Iraque

GENEBRA - Um investigador da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu na quarta-feira a abertura de um inquérito especial sobre o assassinato de 20 funcionários da entidade em Bagdad, em 2003, entre os quais o então alto comissário para os Direitos Humanos, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Leandro Despouy, investigador especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a independência de juízes, disse que o facto de nem o Iraque e nem as forças de ocupação norte-americanas terem esclarecido a verdade a respeito do crime minava a credibilidade daquela entidade mundial.
"Eu proponho a criação de uma comissão de inquérito composta por especialistas de renome a fim de finalmente esclarecer o que exactamente aconteceu e quem foi o responsável", disse em entrevista Despouy, um advogado argentino. Vieira de Mello, apontado à época como futuro secretário-geral da ONU, morreu com os seus colegas quando um agressor suicida explodiu um caminão do lado de fora do complexo da organização na capital iraquiana, no dia 9 de agosto de 2003, cinco meses depois da invasão liderada pelos EUA.
Autoridade da ONU havia muitos anos, o brasileiro actuava em Bagdad como representante da entidade internacional supervisionando as operações de ajuda humanitária e mantendo contacto com as forças de ocupação. No entanto, ainda há muitas perguntas a respeito do episódio, que levou a ONU a retirar todos os seus funcionários do Iraque. Nenhum dos vários esforços para estabelecer como o atentado ocorreu e quem o planeou chegou a uma explicação substancial, afirmou Despouy. Isso, segundo o investigador, deixava a impressão de que crimes do tipo contra a ONU poderiam ser cometidos impunemente.
Despouy disse ainda estar perplexo com o facto de o governo iraquiano não ter, no mês passado, suspendido a execução de um homem que poderia ter informações sobre o atentado. O investigador disse ter feito vários apelos aos líderes iraquianos e a autoridades norte-americanas e britânicas em nome da suspensão da pena de morte do homem, que confessou ter participado dos preparativos do ataque. "Ele era o último sobrevivente dentre os supostos responsáveis pelo atentado", disse Despouy. "E talvez pudesse ter fornecido um testemunho importante."
Os apelos haviam sido enviados antes a líderes de governos do Ocidente que tinham manifestado admiração por Vieira de Mello, entre os quais o então primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. O investigador não soube dizer se algum deles adoptou medidas em resposta aos apelos. "A gravidade do facto e a sua importância tanto para os familiares das vítimas, que desejam saber o que aconteceu com os seus entes queridos, quanto para a credibilidade da ONU não deveriam ser ignoradas", afirmou. (X)

Para Carter, a legenda Obama-Hillary é o pior erro a ser cometido

LONDRES - O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que apoiou Barack Obama horas antes da vitória nas primárias democratas, afirmou ao jornal britânico The Guardian que a divisão da legenda com Hillary Clinton seria "o pior erro que poderia ser cometido".
Carter citou pesquisas de opinião que afirmam que 50% do eleitorado americano tem uma imagem negativa da ex-primeira-dama. "Isso só acumularia os aspectos negativos dos dois candidatos", o que tornaria a candidatura mais vulnerável.
"Se você tem 50% que não votaria em Hillary e acrescenta o elemento de que os eleitores podem pensar que Obama não é branco, não tem idade ou experiência suficiente ou porque ele tem um sobrenome com sonoridade árabe, você terá o pior dos dois mundos", disse Carte ao jornal.
Carter falava ao periódico britânico antes de Obama superar o número de delegados necessários para a nomeação democrata. Esta não é a primeira vez que o ex-presidente demonstra dúvida sobre uma legenda unificada entre os rivais, já que Carter mencionou anteriormente que outras escolhas para vice seriam melhores para o senador de Illinois.
Carter é um dos maiores superdelegados que apoiaram Obama. Entre eles há desde altos representantes do partido, como o ex-vice presidente Al Gore, até lideranças estaduais de pouco renome.(X)

Como candidato democrata, Obama ataca Irão e defende Israel

WASHINGTON - Falando pela primeira vez após declarar vitória nas prévias democratas, o senador Barack Obama afirmou nesta quarta-feira, 4, que trabalhará para "eliminar" a ameaça que o Irão representa para o Médio Oriente e para a segurança internacional.
O candidato declarou ainda considerar que Jerusalém deve permanecer como a capital "indivisível" de Israel.
"Não há ameaça maior para Israel e para a paz e estabilidade da região do que o Irão", afirmou o senador na conferência do Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel, um lobby pró-Israel.
Obama prometeu impedir que a República Islâmica obtenha uma arma nuclear. "O perigo que vem do Irão é grave, é real, e o meu objectivo é eliminar essa ameaça", disse Obama, ao discursar. "Farei tudo que puder para impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear - tudo", disse à platéia, que o aplaudiu de pé. A rival derrotada nas primárias, Hillary Clinton, afirmou que Obama será um "bom amigo" de Israel. "Sei que o senador Obama entende o que está em jogo", indicou a senadora diante do grupo.
O senador ainda tentou distanciar-se dos rumores de que seria islâmico e que não apóia o Estado judeu, chamando-se de "amigo verdadeiro de Israel". "Qualquer acordo com o povo palestino deve preservar a identidade israelita como um Estado judeu, com segurança e fronteiras reconhecidas e armadas. Jerusalém continuará como a capital de Israel, e deve permanecer indivisível", disse Obama na conferência pró-Israel. Os palestinos exigem que Jerusalém seja a capital de seu Estado. "Eu nunca farei concessões no que diz respeito à segurança israelita. Não quando ainda há vozes que negam o Holocausto, não enquanto terroristas continuam comprometidos com a destruição de Israel, não enquanto até livros didácticos no Médio Oriente negam que Israel sequer exista", disse.
Segundo a BBC, retribuindo um elogio feito por Obama, que a chamou de ''amiga de Israel'', Hillary disse que sabe “que o senador Obama será um bom amigo de Israel”. "Sei que o senador compartilha da minha visão de que o próximo presidente tem de dizer ao mundo que a posição americana é imutável. Os Estados Unidos estão ao lado de Israel agora e para sempre", disse Hillary.
O Irão não reconhece Israel, e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad várias vezes já pediu a destruição do Estado judeu. A troca de insultos intensificou-se em 2005, quando Ahmadinejad disse que Israel deveria ser "varrido do mapa do Médio Oriente". O iraniano já chegou a referir-se ao Holocausto - o massacre de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial pelos nazis - como um "mito".
Israel considera o Irão uma ameaça por causa do seu programa nuclear e do seu arsenal de mísseis. Israel e os Estados Unidos acusam Teerão de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O Irão nega e assegura que as suas centrais atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia eléctrica.
Obama também defendeu que o Hamas, organização palestina que controla a Faixa de Gaza, deve ser "isolado, a menos e até que reconheça o direito de Israel existir e honre acordos passados." "Foi por isso que eu me opus às eleições palestinas de 2006 com o Hamas na cédula eleitoral. Israel e a Autoridade Palestina advertiram-nos quanto a isso, mas este governo (do presidente americano George W. Bush) levou isso adiante."

Vitória histórica

Obama deu um grande passo para tornar-se o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos ao derrotar a ex-primeira-dama Hillary Clinton na disputa pela indicação do Partido Democrata no meio a promessas de esperança e mudança para os americanos cansados da turbulência econômica e de anos de guerra.
Com a vitória, Obama vai enfrentar nas eleições presidenciais de novembro o candidato republicano John McCain. A disputa será mistura de choque de gerações com debate sobre o Iraque. Obama, de 46 anos, é contra a guerra; McCain, de 71, foi prisioneiro durante a Guerra do Vietnam e é um partidário das actuais missões militares americanas.
Ao assegurar o número de delegados e superdelagados necessário para garantir a indicação, Obama pôs fim a uma das campanhas mais acirradas de que se tem lembrança nos EUA. A vitória de Obama nas primárias democratas também representa um marco para um país onde, há apenas algumas décadas, a discriminação racial era generalizada e os negros precisavam ir à luta para conseguir o direito de votar.(X)

"Obama é o meu herói", diz George Lucas

O criador de heróis famosos do cinema - como Indiana Jones e a dupla Luke Skywalker e Han Solo, de Guerra nas Estrelas -, o cineasta americano George Lucas revelou nesta quarta-feira, em Tóquio, que também tem um herói - e ele é de carne e osso. Eleitor do Partido Democrata, o director afirmou que o herói é o candidato da oposição à Casa Branca, Barack Obama.
"Um herói está a aparecer nos Estados Unidos nos dias actuais, porque temos um novo candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama", afirmou o cineasta numa entrevista na capital japonesa, onde promove a estréia de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, filme de Steven Spielberg produzido por Lucas.
O cineasta disse que Obama é um herói "para aqueles de nós que temos sonhos e esperanças".
A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta sobre quais foram os heróis de infância de Lucas. A entrevista acontecia no mesmo momento em que Obama conquistava o número necessário de delegados para garantir a indicação do Partido Democrata à Casa Branca.



Lucas criou a saga Guerra nas Estrelas e o personagem Indiana Jones, vivido nas telas pelo astro Harrison Ford.(X)

Afeganistão: Guerra contra Talibãs precisa de reforço

A guerra contra os Talibãs no Afeganistão está "mal equipada", disse nesta terça-feira o general americano Dan McNeil.
Ele deixou o cargo de comandante da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país, nesta terça-feira, após 16 meses de trabalho.
A declaração foi feita em Cabul, durante uma cerimônia de transferência de cargo para o general David McKiernan, que supervisionou os ataques terrestre responsáveis pela queda do ex-ditador iraquiano Saddan Hussein.
MacNeil ainda disse: "Esta é uma guerra mal equipada e precisa de mais unidades tácticas, de mais máquinas de vôo, de mais inteligência, segurança e aparatos de reconhecimento". Actualmente, o Afeganistão conta com 52.000 soldados da Otan.
McKiernan assumiu o posto nesta terça-feira com a função de lidar com os "insurgentes, combatentes estrangeiros, criminosos e outros" que obstruam o caminho rumo à estabilidade do país.(X)

Candidato da oposição é detido no Zimbabwe

O líder da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, do Movimento para uma Mudança Democrática (MDC), foi detido nesta quarta-feira pela polícia, informou o porta-voz do partido, Nelson Chamisa.
A detenção, feita durante uma rusga numa estrada ao norte de Bulawayo, envolveu não apenas Tsvangirai, mas toda a comitiva, disse Chamisa, em entrevista à agência de notícias France-Presse.
De acordo com o porta-voz, não foi apresentada nenhuma justificação para detenção. "Eles só disseram: "Os nossos chefes querem vê-los’", acrescentou Chamisa.
O MDC, que está em campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, já acusou diversas vezes o governo de Robert Mugabe de tentar sabotar a decisão, prevista para o próximo dia 27.(X)

Somália enfrenta pior crise em 10 anos

A Somália está a enfrentar a pior crise humanitária da década, e, de acordo com a Cruz Vermelha, a situação só tende a piorar.
Para a organização, as mortes causadas pelo conflito armado, a escassez de alimentos, a alta dos combustíveis e o longo período de seca no país não permitem um pensamento otimista.
"Quando você coloca todos esses factores juntos, não é preciso explicar por que estamos a enfrentar uma grave crise humanitária na Somália", disse Pascal Hundt, presidente da Cruz Vermelha no país. Segundo Hundt, em dez anos, este é o pior momento já enfrentado pela Somália.
Hundt justificou que, devido a seca, há falta de alimentos e de pastagem para alimentar os animais. Na terça-feira, um grupo representando as organizações somalis alertou a ONU que a situação está cada vez pior. Eles também solicitaram a retirada das tropas etíopes da Somália, alegando que a saída do exército poderia acelerar um acordo político e acabar com os 18 anos de conflito.
A Somália vive em estado de anarquia desde que o ditador Mohamed Siad Barre foi deposto, em 1991. Em 2004, um governo de transição foi formado. Actualmente, cerca de 7 milhões de pessoas são atingidas pela pobreza. A guerra civil já matou centenas de pessoas.(X)