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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

segunda-feira, 13 de abril de 2009

50 anos da Revolução Cubana em debate na Rádio Moçambique

Cuba é sinónimo de Revolução. Desde 1 de Janeiro de 1959 que a maior ilha das Caraíbas é um marco incontornável para o resto do mundo.

E, precisamente 50 anos depois, a sua influência - apesar de diminuta - não desapareceu de todo.

Muitos de nós crescemos influenciados pela Revolução cubana, pelas façanhas e desventuras dos seus protagonistas.

Para alguns, a Revolução cubana significa uma história de heroísmo, de luta pela liberdade e contra o imperialismo.

Para outros, é justamente o contrário: um símbolo de ditadura e de opressão.

O que é certo é que Cuba desata paixões, e falar do que foi, do que é, e do que será a Revolução de Fidel Castro acaba por ser um verdadeiro desafio.

No programa Linha Directa da Antena Nacional (FM 92.3) da Rádio Moçambique de sábado, 18, com início as 09H05, vamos tentar explorar os 50 anos da Revolução cubana analisando os seus êxitos e o futuro da ilha.

O internauta é convidado a participar por telefone ou enviando antecipadamente perguntas para o e-mail eagmatos@gmail.com.

quinta-feira, 12 de março de 2009

John Lennon completo

John Lennon (1940-1980) tinha um dom para a música que o levou muito mais à frente das suas raízes que ele próprio poderia ter sonhado. À frente dos Beatles, alcançou o feito raro de um artista britânico conquistar os americanos com um estilo americano de música, electrizando adolescentes com uma batida que cruzou continentes, culturas e classes. Mas era também um homem complexo, que teve uma relação conturbada com a família e os companheiros da banda.


Eis o perfil que sobressai do livro John Lennon - A Vida, de Philip Norman. Um tijolaço que, se não traz nenhuma revelação bombástica, aprofunda questões controversas como a quase relação sexual que manteve com a mãe, a diversão que tirava de deficientes físicos, o uso das drogas iniciado com o baseado fumado com Bob Dylan. Mas também retrata a parceria com Paul McCartney, com quem criou o mais rico acervo existente de músicas universalmente adoradas. Sobre esse homem que foi assassinado à queima roupa, Norman conversou por telefone com o jornalista Ubiratan Brasil.

Você acredita que hoje é mais fácil tratar da intimidade de Lennon?

Acredito que sim, pois Lennon teve vários fracassos, praticou algumas maldades, foi um ser humano normal, enfim. E, apesar do enorme talento, era muito inseguro sobre as suas capacidades. Toda essa complexidade é mais bem aceita e compreendida nos dias actuais.

De que forma Lennon influenciou a cultura do século passado?

Na verdade, foram os Beatles, mais que ele, que mudaram enormemente a música popular no século 20. Primeiro na Europa, depois nos Estados Unidos até contagiarem todo o mundo. De certa forma, era complicado para John ter um lugar fixo entre os Beatles, pois ele tinha muitos outros talentos que não podia usar enquanto membro do grupo. Mas o seu filho Sean disse algo com que concordo: Lennon inventou um jeito inseguro de escrever canções, pois não tinha confiança em relação a saber ler e escrever música, que as tornou bem-humoradas, de um jeito ainda pouco conhecido entre os músicos pop, até então muito sérios e controlados. Ele trouxe elementos engraçados que tornaram a música mais engraçada.

Yoko Ono foi, de facto, fundamental no processo de pesquisa?

Sim, a viúva de Lennon foi muito honesta sobre si mesma, sobre a sua relação com John. Mostrou filmes particulares (como a viagem ao Japão) e não escondeu detalhes, agindo de uma forma que, acredito, seria a mesma tomada por John. Confesso ter ficado surpreso com essa atitude e isso deve ter acontecido porque, desde o início, o meu propósito foi o de apresentar um retrato fiel de John Lennon.

Por que, então, ela desaprovou o livro tão logo foi publicado?

Realmente, não sei. No início, amigos próximos dela leram o livro e aprovaram. Daí a minha surpresa com sua reacção, pois, durante o processo, Yoko fazia questão de não fugir de nenhum assunto. Acho que ela não gostou do espírito do livro, o que é estranho pois reproduzi a forma de Lennon falar e pensar segundo a forma que ela mesma me passava, uma forma ao mesmo tempo amorosa e exasperada. Ainda tenho esperanças de que ela mude de opinião.

Um dos momentos tristes do livro é o que retrata o último encontro de Lennon e o antigo produtor de discos dos Beatles, George Martin. Foi em Nova Iorque, no início dos anos 1970 e, para surpresa de Martin, Lennon disse que, se pudesse, regravaria tudo o que os Beatles fizeram, sobretudo Strawberry Fields.

Foi realmente chocante. Martin conhecia bem John Lennon e raramente se surpreendia com as suas atitudes, mas essas declarações o deixaram perplexo, especialmente reescrever Strawberry Fields, uma das suas obras-primas. John nunca se satisfez plenamente com nada do que tinha feito e essa é uma das qualidades que o colocam entre os grandes criadores do século passado. Ele realmente não suportava a mediocridade.

E o que você diria sobre a disposição de Lennon em explorar o sexo não apenas com mulheres mas também com homens?

Bem, é preciso lembrar, antes de tudo, que ele era de facto heterossexual - John gostava realmente de mulheres. E, durante a fase dos Beatles, nenhum deles podia ter algum affair por conta da má publicidade. O que acontecia, então, eram encontros fortuitos em banheiros de hotel. Mas Brian Epstein, o primeiro empresário da banda, era gay e apaixonado por John, que soube aproveitar-se disso em determinados momentos - como quando garantiu a Epstein que iria até o fim para que ele aceitasse ser o manager do grupo. Mesmo entendendo o recado, Epstein não quis se aproveitar da situação. Há também a história de um desejo de John por Paul McCartney, que não vingou porque Paul se interessava apenas por mulheres. Por fim, a sua paixão por Yoko Ono, cujos traços são um tanto masculinos. Enfim, há diversas evidências mas nenhuma verdade. Durante os anos 1970, quando as fronteiras sexuais existiam para ser derrubadas, John gostava de dizer que gostaria de ter duas relações com outro homem: a primeira como descoberta e a segunda para ter a certeza de que não gostava.

Ringo Starr sempre foi a figura mais apagada dos Beatles, não?

Sim, mas John Lennon gostava muito dele. Ringo sempre foi uma pessoa muito agradável, com um constante bom humor e um comportamento normal. Era disso que John mais precisava: ele dependia dessa maneira honesta de Ringo. E, mesmo depois da separação do grupo, John se preocupava com aquele sujeito simples e descontraído que sempre o ajudara a se manter na linha.

Você sabia que...

... o segundo nome de Lennon, Winston, era em homenagem ao primeiro-ministro Winston Churchill?

... o nome Beatles nasceu de uma ideia de Stuart Sutcliffe, o Stu, baixista da primeira formação da banda, que queria algo despretensioso?

... Lennon faz a voz de fundo na canção All You Need Is Love, no coro de She Loves You?

... Paul McCartney compôs Hey Jude para confortar o filho de Lennon, Julian, logo após a separação dos pais?

... Yoko Ono era uma companheira tão inseparável que, durante as gravações do Álbum Branco, acompanhava Lennon até quando ele ia ao banheiro?

... a canção Sexy Sadie era uma crítica ao guru Maharishi Mahesh Yogi que, por ter rompido o celibato com uma moça americana, irritou profundamente Lennon?

... Lennon tinha tanto medo de que seu filho Sean fosse sequestrado que não deixou ser publicada nenhuma foto dele na imprensa?

... ele foi declarado oficialmente morto às 23h07 do dia 8 de dezembro de 1980, minutos depois de levar cinco tiros de Mark Chapman?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Quem vai ser a primeira dama da África do Sul?

Por: Susana Salvador, in DN, 08.02.09


"Há muitos políticos que têm amantes e filhos que escondem para fingir que são monógamos. Eu prefiro ser aberto. Amo as minhas mulheres e tenho orgulho nos meus filhos." Jacob Zuma, o zulu que é líder do Congresso Nacional Africano (ANC) e favorito à vitória nas presidenciais de Abril, não podia ser mais directo. Mas a sua poligamia, que é legal na África do Sul, pode tornar-se num verdadeiro problema de protocolo, caso seja eleito. Afinal, quem será a primeira dama?


Thobeka Mabhija, de 34 anos, deve tornar-se em 2010 na mulher número cinco de Zuma, de 66 anos. Os últimos preparativos para o casamento com a mãe de dois dos seus 17 ou 18 filhos (o número certo nunca foi revelado) foram dados em Janeiro, um ano depois da boda com Nompumelelo Mantuli - a número quatro. E diz-se que Zuma está já a pensar na número seis, Bongi Ngema, que é a mãe de um dos seus filhos mais novos, de quase dois anos.


A última candidata a primeira dama é Sizakele Khumalo (a esposa número um), que ele conheceu em 1959 e que vive na sua mansão em Nkandla, na província de KwaZulu-Naral. Já Nkosazana Dlamini e Nancy são cartas fora do baralho. Zuma divorciou-se em 1998 de Dlamini, a número dois, que já foi ministra dos Negócios Estrangeiros, devido a "diferenças irreconciliáveis" e a terceira mulher suicidou-se em 2000, deixando uma carta em que dizia que os 24 anos de vida de casada tinham sido "amargos e dolorosos".


Três outras mulheres cruzam o seu percurso. Minah Shongwe é um antigo amor e a mãe do seu filho mais velho, Edward, de 30 anos. A princesa Sebentile Dlamini, neta do falecido rei Sobhuza III da Suazilândia, continua à espera de Zuma, depois deste ter pago parte do labolo pela sua mão (dez vacas) em 2002. Finalmente há a jovem seropositiva, amiga da família, que o líder do ANC terá violado: em tribunal Zuma explicou que ela usava uma saia pelo joelho o que, no costume zulu, é uma provocação. E que não usou preservativo, mas tomou um duche depois para se proteger do vírus.


A poligamia, prática comum entre os zulus, é legal. Basta que o homem declare a escolha no primeiro casamento e que as mulheres dêem autorização para as novas bodas. Há contudo quem diga que é um costume antiquado e vai contra a Constituição, que estabelece a igualdade entre os sexos.


Por outro lado, o custo de criar uma família numerosa é elevado. O conselheiro financeiro de Zuma foi condenado por fraude e corrupção em pagamentos feitos em seu nome. Acusações idênticas recaem sobre o próprio líder do ANC, que não está livre da Justiça.


A poligamia pode ainda revelar-se uma desvantagem caso os sul-africanos decidam que não querem arcar com os custos das várias mulheres do eventual presidente. Talvez para evitar que se fale de si, Zuma saiu em defesa do Presidente Kgalema Motlanthe, ele próprio envolvido num escândalo sobre as várias mulheres da sua vida: "A vida privada de Motlanthe não tem nada a ver com a forma como dirige o país."


O número dois do ANC, de 59 anos, está separado (mas não divorciado) de Mapula, mãe dos seus três filhos. Contudo, há vários anos que mantém um relacionamento com uma colega do partido, Gugu Mtshali (que se divorciou em Dezembro do seu marido de há 17 anos). Ainda assim, o verdadeiro escândalo é o facto de o Presidente estar aparentemente envolvido com outra mulher, de apenas 24 anos, que ainda por cima está na fase final da gravidez. É caso para perguntar, como fez a imprensa sul-africana, "Quem é a nossa primeira dama?"

Veja a lista de indicados às principais categorias do Grammy

Veja abaixo a lista dos indicados para as principais categorias do Grammy. Os vencedores de todas as 110 categorias serão anunciados na cerimônia de 8 de fevereiro.

Gravação do Ano
Chasing Pavements - Adele
Viva La Vida - Coldplay
Bleeding Love - Leona Lewis
Paper Planes - M.I.A
Please Read The Letter - Robert Plant & Alison Krauss

Álbum do Ano
Viva La Vida Or Death And All His Friends - Coldplay T
Tha Carter III - Lil Wayne
Year Of The Gentleman - Ne-Yo
Raising Sand - Robert Plant & Alison Krauss
In Rainbows - Radiohead

Música do Ano
American Boy - Compositores: William Adams, Keith Harris, Josh Lopez, Caleb Speir, John Stephens, stelle Swaray e Kanye West (Interpretação de Estelle e Kanye West)
Chasing Pavements - Compositores: Adele Adkins e Eg Whit (Interpretação de Adele)
I'm Yours - Compositor: Jason Mraz (Interpretação de Jason Mraz)
Love Song - Compositora: Sara Bareilles (Interpretação de Sara Bareilles)
Viva La Vida - Compositores: Guy Berryman, Jonny Buckland, Will Champion e Chris Martin (Interpretação do Coldplay)

Melhor Artista Revelação
Adele Duffy J
Jonas Brothers
Lady Antebellum
Jazmine Sullivan

Melhor Álbum de Música Pop
Detours - Sheryl Crow
Rockferry - Duffy
Long Road Out Of Eden - Eagles
Spirit - Leona Lewis
Covers - James Taylor

Melhor Álbum de Rock
Viva La Vida Or Death And All His Friends - Coldplay
Rock N Roll Jesus - Kid Rock
Only By The Night - Kings Of Leon
Death Magnetic - Metallica
Consolers Of The Lonely - The Raconteurs

Melhor Álbum de Música Alternativa
Modern Guilt - Beck
Narrow Stairs - Death
Cab For Cutie The Odd Couple - Gnarls Barkley
Evil Urges - My Morning
Jacket In Rainbows - Radiohead

Melhor Álbum de R&B
Love & Life - Eric Benet
Motown: A Journey Through Hitsville
USA - Boyz II Men
Lay It Down - Al Green
Jennifer Hudson - Jennifer Hudson
The Way I See It - Raphael Saadiq

Melhor Álbum de Rap
American Gangster - Jay-Z
The Carter III - Lil Wayne
The Cool - Lupe Fiasco
Nas - Nas
Paper Trail - T.I.

Melhor Álbum de Música Country
That Lonesome Song - Jamey Johnson
Sleepless Nights - Patty Loveless
Troubadour - George Strait
Around The Bend - Randy Travis
Heaven, Heartache And The Power Of Love - Trisha Yearwood

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

“The International” abre o 59.º Festival de Cinema de Berlim

O festival de cinema anual de Berlim , também conhecido como Berlinale, arrancou nesta quinta-feira, 5, com a exibição do filme "The International", um suspense do director alemão Tom Tykwer "Corra Lola, Corra". A trama envolve um agente da Interpol na sua luta para derrubar um poderoso banco que estaria a realizar actividades ilícitas.

The International é um dos 17 filmes que fazem a sua estreia mundial na Berlinale. O festival, na sua 59.ª edição é o primeiro dos grandes festivais europeus do ano. O ano passado o prêmio máximo, o Urso de Ouro, foi para "Tropa de Elite", do director brasileiro José Padilha, que exibe na sessão Panorama, fora da competição, o seu novo documentário "Garapa".

A abertura do evento com "The International", segundo Tykwer, não tem nada a ver com a crise financeira internacional. Para o director foi apenas uma coincidência e ele afirmou sentir-se emocionado "com a ideia de que o banco represente o vilão num filme de suspense".

Clive Owen interpreta o herói do filme, Louis Salinger, e Naomi Watts faz o papel de uma fiscal do distrito de Nova York que se une a ele para rastrear transações que financiam terroristas.

Owem disse que o seu personagem "viaja literalmente por todo o mundo atrás deste banco e na tentativa de derrubá-lo".

Tykwer assinalou numa entrevista que "o tema do filme é um sistema e um princípio sobre os quais se construiu a nossa sociedade... Que surgiu com a ideia de intercambio de bens que agora estamos a começar a questionar".

Um júri de sete membros presidido pela actriz britânica Tilda Swinton vai anunciar o vencedor em 14 de fevereiro. "Minhas expectativas? Não ter absolutamente nenhuma expectativa", disse.

O director do festival, Dieter Kosslick afirmou que não espera que a crise econômica tenha um efeito directo sobre a Berlinale, que tradicionalmente conta com menos estrelas que os festivais de Cannes e Veneza, mas que se orgulha de ser acessível ao público em geral, e deve viver 11 dias de muito glamour, com a exibição de 386 filmes.

Spike Lee quer incendiar Los Angeles

Spike Lee (“Malcom X”,"O Infiltrado") quer realizar um filme sobre os motins de Los Angeles em 1992. Esses dias de violência urbana foram provocados pela decisão dos tribunais de ilibar os agentes da polícia que tinham sido acusados de agredir o afro-americano Rodney King. Durante seis dias a violência invadiu a cidade, várias pessoas foram agredidas e assassinadas e várias lojas foram pilhadas e incendiadas.

Este projecto faz parte dos projectos de Lee desde 2006, mas ainda não encontrou os produtores indicados. Tem ainda um problema com o orçamento disponível, que não lhe permite realizar o filme como pretende. "O projecto não está morto, mas a dormir", diz o realizador, citado pela revista "Les Inrockuptibles".

Spike Lee está neste momento envolvido em vários projectos: a sequela de "O Infiltrado", um "biopic" sobre a vida de James Brown, com Wesley Snipes no papel de Brown, e um documentário sobre Michael Jordan. O realizador comprou recentemente os direitos para produzir "Now the Hell Will Start", a história de uma soldado negro que mata o seu superior na II Guerra Mundial e é obrigado a fugir para a selva birmanesa. É o segundo projecto de Lee baseado na II Guerra Mundial, depois de ter realizado "Miracle at Santa-Anna" no ano passado.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O "jet-set" moçambicano visto por Mia Couto

Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.
No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set".
O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.
O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante este ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética.

Veja na íntegra: O “Jet-set moçambicano

Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado "o maior embaixador da cultura moçambicana".

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique, datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

A sua obra é "reconhecida em todo o mundo", tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, "Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana".