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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Jimi Hendrix vai ter um "biopic"

Desta vez parece que nem a meia-irmã, Janie, vai impedir que a coisa avance (pelo menos até certo ponto): depois de vários projectos recusados pela entidade gestora do legado de Jimi Hendrix, presidida por Janie, a Legendary Pictures vai avançar com um "biopic" sobre aquele que foi o maior guitarrista "rock" de sempre ("Rolling Stone" dixit). Dados os exemplos do realizador John Hillman e da Dragonslayer Films, em 2006 (não conseguiram direitos da música), a ideia é inverter o processo: arrancar com o filme primeiro e conseguir autorização depois.

A chegar aos cinemas, segundo a "Variety", o filme deve retratar a vida do músico desde a sua passagem pelo exército norte-americano e o super-estrelato atingido em Woodstock até à morte, a sua pouco explicada morte num hotel de Londres em 1970, com compridos e álcool à mistura.

Depois dos planos abortados em anos recentes envolvendo músicos como Lenny Kravitz e Andre Benjamin dos Outkast, não houve ainda comentários sobre o elenco. Sabe-se apenas que Thomas Tull e Bill Gerber seriam os produtores e que o argumento é de Max Borenstein.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

E se Jimi Hendrix tivesse sido assassinado?

Michael Jackson morreu há trés semanas e já há quem garanta que o Rei da Pop encenou a sua morte e que andará pela Terra anónimo, afastado da pressão mediática e livre das monstruosas dívidas que acumulou. Nada de surpreendente. Afinal, para muitos, Elvis continua vivo desde que morreu em 1977. Já quanto a Jimi Hendrix, as dúvidas relativas às circunstâncias da sua morte, tendo existido, nunca atingiram dimensão de mito urbano. "Rock Roadie", livro de memórias de James "Tappy" Wright, antigo "road manager" de Hendrix, pode alterar tudo isso: Jimi foi assassinado, diz.

A premissa é simples, mas digna de guião de filme de Máfia. O britânico "The Times", o primeiro jornal a entrevistar Wright acerca de revelação, divulgada há cerca de um mês, apresenta-a pormenorizadamente. Dia 18 de Setembro de 1970, o guitarrista de "Purple Haze" não terá sufocado no seu próprio vómito, depois de uma noite regada a álcool e da ingestão de vários comprimidos. Wright alega que um grupo invadiu o quarto de hotel onde Jimi estava hospedado, forçando-o a ingerir o vinho e os comprimidos que o vitimaram. O "road manager" sabe-o porque isso mesmo lhe terá confessado em 1973 Mike Jeffery, presumível autor moral do crime, "manager" de Hendrix e personagem de percurso nebuloso: serviu os serviços secretos britânicos no canal do Suez, dava-se com a máfia americana e tinha conhecimentos na CIA e no FBI. Jeffery já não poderá confirmar a história - morreu num acidente de avião, um mês depois da alegada confissão.

O motivo para o assassinato, investiga o "Times", seriam as dívidas monstruosas que Jeffery vinha acumulando. Dividas que se veria impossibilitado de saldar se Hendrix, descontente com as decisões do "manager" (em 1967 meteu-o numa digressão desastrosa com os Monkees; em 1968, tentou impedi-lo de lançar o álbum duplo "Electric Ladyland"; em 1969 pretendia obrigá-lo a contratar músicos brancos para a sua banda), levasse em frente a decisão de o despedir. Um seguro de vida de Jimi Hendrix, no valor de dois milhões de dólares e revertendo em nome de Mike Jeffery, que este celebrara algum tempo antes, como era norma no meio, poderia ser a sua salvação. Como escreve o "Times", Jimi vivo não valeria nada ao seu quase ex-manager. Morto, é fazer as contas.
James Wright conta que, à altura, o medo que Jeffery lhe incutia o impediu de revelar a confissão. Acrescenta que se manteve calado após a sua morte por receio de ser directamente implicado no caso.

Entre os entrevistados no artigo do "Times", figuras próximas do guitarrista, as reacções dividem-se. Alguns reconhecem que pode existir um fundo de verdade nas alegações de Wright. Outros, mesmo recordando o fundo sinistro de Jeffery, negam peremptoriamente que possa ter ordenado o crime. Joe Boyd, o histórico produtor que, em 1973, realizou o primeiro documentário dedicado a Jimi Hendrix, é um deles. Isto até lhe serem revelados os relatórios médicos e as memórias do polícia e dos enfermeiros que acorreram ao quarto de hotel londrino naquele 17 de Setembro de 1970 - a história é contada em "The Final Days of Jimi Hendrix", de Tony Brown, publicado em 1997.

Segundo eles, a porta do quarto estaria escancarada, sugerindo uma saída apressada, e Hendrix completamente vestido, o que contraria a tese oficial, segundo a qual teria ingerido uma quantidade exagerada de comprimidos para conseguir dormir durante várias horas. Mais: o autor da autópsia descobriu-lhe uma grande quantidade de álcool nos pulmões, mas pouco tinha sido, à altura da morte, absorvida pela corrente sanguínea - o que vai ao encontro da tese de assassinato.

O agora sexagenário James Wright não dedica grande espaço a toda esta história no seu novo livro, centrado na sagrada trindade "sexo, drogas & rock'n'roll". Dela, mais sexo, menos droga, sabemos praticamente tudo. Já uma teoria da conspiração, para mais bem montada, com pormenores aparentemente credíveis, é sempre um festim para os cultores da mitologia pop. Já fazia falta uma assim para Hendrix. Ei-la. (In Público)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

JIMI HENDRIX EM FILME PORNOGRÁFICO

Uma empresa de vídeos pornográficos anunciou que vai lançar um DVD com cenas de sexo protagonizadas por Jimi Hendrix. O vídeo contêm 11 minutos de uma filmagem realizada num um quarto com pouca iluminação, há quarenta anos, no qual um homem vestindo apenas uma bandana faz sexo com duas mulheres. O seu rosto aparece por poucos segundos, de olhos fechados. O vídeo não possui som.

Segundo reportagem desta terça-feira (29) do jornal The New York Times, a Vivid, empresa responsável pelo lançamento, teria contratado detectives e especialistas para investigar se o homem da fita é mesmo o lendário guitarrista, morto em 1970 aos 27 anos por uma overdose de drogas. Eles teriam até conversado com o homem que gravou as imagens, há cerca de 40 anos. E afirmam ser, mesmo, Hendrix o autor das peripécias registadas em 8 milímetros.
Jimi Hendrix the Sex Tape tem 45 minutos. Para além das cenas de sexo, há uma retrospectiva da carreira de guitarrista. Há também entrevistas com duas mulheres que conheceram o músico e confirmam a tese da Vivid. Uma delas é Pamela des Barres, autora de um livro sobre as estripulias amorosas de roqueiros. O NYT entrevistou um biógrafo do guitarrista, Charles R. Cross, que negou a correlação. O porta-voz da família Hendrix negou-se a comentar ao assunto.(X)

PAMELA DES BARRES: ADMIRADORA INDISCRETA

Pamela Des Barres entrou para a história do rock como a mais famosa das groupies – fãs que não desgrudam dos ídolos para se divertir e tornarem-se suas amantes. Eis algumas das suas revelações
1. Eminem: "Se ainda fosse groupie, eu colaria nele. Faria ponto na sua mansão em Detroit e não sossegaria enquanto não me deixasse entrar. Eminem tem sex appeal e goza de boa situação financeira. É tudo o que uma groupie deseja"
2. Mick Jagger: "Depois da tragédia do festival de Altamont, Mick ficou arrasado. Até então eu não me entregara totalmente, mas naquela noite me rendi. Para acalmá-lo, chamei uma das cantoras do The Mamas and the Papas e fizemos sexo a três"
3. Jimmy Page: "Comigo Jimmy sempre foi um gentleman, mas amigas minhas juram que foram chicoteadas por ele quando transavam. Hoje, ele sossegou. Parou com as drogas, fez um implante de cabelos e passa os dias trocando as fraldas dos filhos"
4. Keith Moon: "Era um maluco. Destruía quartos de hotel, atirava carros para dentro das piscinas e tinha gostos sexuais bizarros. Keith adorava exibir-se usando roupas de mulher. Mas a melancolia dele sempre me impressionou. Não me surpreendi quando morreu"
5. Frank Zappa: "Ele era a figura mais enigmática e maluca que eu conheci. Não gostava de encher a cara, nunca tomou drogas e foi o único artista que não quis fazer sexo comigo, pois era fiel à mulher. Contratou-me para ser babá dos filhos dele. Vai entender"