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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

MOÇAMBIQUE: CENTRO DO DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

A jornalista mexicana, Lidia Cacho Ribeiro é a vencedora do prémio Mundial de Liberdade de Imprensa.
Os membros do júri escolheram a jornalista mexicana Lidia Cacho Ribeiro, como vencedora deste prémio, devido ao seu empenho e coragem na denúncia de casos de corrupção política, crime organizado e violência doméstica no México.
A entrega do prémio avaliado em vinte e cinco mil dólares, terá lugar a três de Maio em Maputo, dia em que se assinala o dia Mundial da Liberdade de Imprensa.


As cerimónias centrais do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa terão lugar, como sabemos já neste 3 de Maio em Moçambique. Para o efeito, estarão presentes mais de 200 convidados oriundos de diversas partes do mundo incluindo o Prémio Nobel da literatura o nigeriano Wole Soyinka e o Director-Geral da UNESCO, Koichiro Matsura, que se vão juntar ao Presidente Armando Guebuza. Moçambique vai assim ser este sábado a capital mundial da liberdade de imprensa.

DUAS OPINIÕES

Eliseu Bento (Jornal Notícias/Maputo): "Aqui está sem dúvida alguma mais uma prova inequívoca de que Moçambique está bastante avançado no que se refere à liberdade de imprensa. Aqui está mais uma prova de que Moçambique é um dos países mais livres no mundo no que diz respeito à liberdade de imprensa o que só nos pode encher ainda mais de orgulho.
Todos sabemos, especialmente os jornalistas, que em muitos países os colegas jornalistas passam maus bocados para exercerem a sua profissão como realmente se impõe porque os obstáculos são muitos, as violações são inúmeras, os abusos, detenções, intimidações e outros atropelos estão na ordem do dia.
Certa vez num encontro de profissionais da região no Botswana os jornalistas moçambicanos presentes deixaram meio mundo incrédulo porque tinham dito que no seu país se escrevia até sobre a vida privada do Presidente da República. Foi como que uma bomba no seio daquele pessoal e conseguimos ler que no fim alguns saíram dali com dúvidas sobre se estávamos a falar verdade. Deu para ver que isso era coisa de outro mundo para eles.
Já foi reportado aqui mesmo em Moçambique que um jornalista de um país da região tinha ficado boquiaberto quando estando ele por cá participou numa conferência de imprensa em que o nosso Chefe do Estado no fim se colocou à disposição dos jornalistas para outras perguntas. Disse aquele profissional que no seu país o Presidente falava e fechava a sessão. Não havia perguntas para ninguém
".

José Rodrigues dos Santos (RTP): "Integridade, coragem e paciência são, entre várias outras, as principais qualidades que um jornalista deve possuir para abraçar a área de investigação, de acordo com José Rodrigues dos Santos, antigo director de Informação da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), falando ontem na cidade de Maputo no âmbito das festividades do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala próximo sábado.
Segundo aquele jornalista, não existe jornalismo do sector público nem privado, uma vez que o profissional da comunicação social é um indivíduo comprometido com a verdade e nada mais.
Numa palestra denominada “Jornalismo Investigativo, Contexto, Teorias, Conceitos, Prática e Importância para a Consolidação da Boa Governação e Combate à Pobreza Absoluta”, José Rodrigues dos Santos chamou atenção de que ao seguir por aquela área, denunciando escândalos de corrupção, de desvio de fundos, entre outros, o profissional da comunicação social irá ao encontro dos interesses do público, mas vai chocar com os do poder instituído
".(X)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

COMUNICAÇÃO SOCIAL: AUTORIDADE REGULADORA PRECISA-SE EM MOÇAMBIQUE

Maputo acolhe Conferência sobre Radiodifusão em Moçambique (28/29/Abril)

Lei da Radiodifusão
Pretendemos dar um contributo para enriquecer o esboço da nova Lei de Radiodifusão em Moçambique.
Os subsídios virão da sociedade civil, dos utentes e profissionais da área
”. Tomás Vieira Mário (MISA)

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: escolha de Moçambique
Moçambique é um espaço de liberdade de imprensa que está em expansão; é nossa responsabilidade manter esse “status”. Tomás Vieira Mário(MISA)

Papel das Empresas Públicas de Radiodifusão

Eduardo Namburete (Deputado): "No lugar de disputarem o mesmo espaço com as privadas devem se concentrar naquilo que são as prioridades do público, nomeadamente, as suas preocupações em relação à educação, saúde, agricultura e muito pouco o lado comercial.
O que acontece é que as empresas públicas (área da Comunicação Social), porque insuficientemente financiadas pelo estado de forma a exercer as suas obrigações, acabam por disputar o mercado de publicidade.
O governo deve traçar linhas muito claras sobre o porquê de uma rádio e televisão públicas e, com base nisso, alocar-se os recursos para que elas não enveredem pela publicidade como meio para a sua sobrevivência.
Outro problema: a forma como estas instituições públicas estão a ser administradas: as suas estruturas de funcionamento não permitem a necessária independência porque integradas por personalidades indicadas pelo governo do dia, o que até certo ponto limita a necessária insenção e liberdade dos profissionais desses orgãos
".

Autoridade de Regulação na Comunicação Social Precisa-se
José Rodrigues dos Santos (Jornalista da RTP): “Devem ser criados mecanismos para assegurar a independência na nomeação dos responsáveis da rádio e televisão públicas, que não devem ser feitas directamente pelo governo.
É importante também que haja mecanismos indenpendetes que fiscalizem essa postura na rádio e televisão pública; finalmente que haja uma forte formação cívica entre os jornalistas e sobretudo dos responsáveis de modo que tenham a noção de que há certas situações em que o interesse do público não é, necessariamente, o interesse do governo do dia e, nessas situações, é o interesse público que prevalece
”.


As nomeações
Estas devem ser feitas por um organismo independente do género “Regulador da Área da Comunicação Social", constituído por (exemplos) escritores e jornalistas conhecidos e prestigiados, pessoas que representem a sociedade civil moçambicana neste caso.
Estes estariam em condições de fazer uma escolha consensual de um responsável das empresas públicas de comuicação social.
O fundamental é que elas não devem deixar de ser públicas para serem do governo
”. (X)