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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Cuba bloqueia viagem de jornalista para premiação, diz jornal

A jornalista cubana Yoani Sánchez provavelmente não irá a Madrid para receber o Prêmio Ortega e Gasset de jornalismo por não ter obtido até agora a permissão das autoridades cubanas para sair do país.
A autora do blog "Geração Y" venceu na categoria jornalismo digital. O líder do júri, o catedrático Gregorio Peces-Barba, destacou a informação "vivaz e directa" do blog e "o ímpeto com que se incorporou ao espaço global do jornalismo social", informou o jornal espanhol El País.
Tanto a jornalista como os promotores do prêmio, organizado há 25 anos pelo El País, tentaram por todas as vias administrativas obter a autorização da viagem de Yoani para assistir a entrega dos prêmios, que ocorre esta quarta-feira, 7.
Até o momento, todos só receberam o silêncio como resposta das autoridades cubanas. Pode-se prever, então, que a jornalista não poderá sair da ilha.
Yoani, de 32 anos, foi incluída este mês na lista das 100 pessoas mais influentes do planeta da revista Time. O seu blog é inspirado nos jovens "de Cuba dos anos 70 e 80, marcada pelas escolas no campo, bonecos russos, saídas ilegais e frustração."(X)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Imprensa: Liberdade, libertinagem, mentiras, manipulações, instrumentalizações, etc

Por: Edmundo Galiza Matos
Comemoramos, ao longo da semana passada, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Jornalistas de todos os quadrantes, entre sérios e uns nem tanto, “mercenários” outros (como alguém disse), aspirantes com a pena ainda por desvirginar, à mistura com charlatões, boêmios e intelectuais que à todas lá se dizem “pronto” embora de obras nunca se ouviu falar nem ler – tudo isto aprumou-se nas vestes e na linguagem e lado a lado com governantes, acadêmicos, assessores de tudo e mais alguma coisa, era só vê-los a circular pelos corredores de centros e salas de conferências. Para discutir a Liberdade de Imprensa em Moçambique.
De Portugal chegou-nos uma “Estrela” que, de tão cintilante nos iluminou para as maravilhas do Video-Phone e, pomposamente, anunciou um feito só propalado nos mídia lusos e em mais nenhuma parte do mundo, que “Foi a RTP a única a transmitir em directo para o mundo o início do derrube de Saddam Hussein”, como se os principais actores da invasão e seus soldados/jornalistas ainda se encontrassem a deambular pela 54ª avenida.
Depois, como se todos nós fossemos uns coitados aprendizes falou e não disse nada de novo sobre jornalismo investigativo.
E nós, quais palermas, queixamo-nos ao patrão: “Não há dinheiro para o jornalismo investigativo”, como se ele fosse o salvador .... Para muitos até é.
Quanto dinheiro deitado fora que, se serviu para alguma coisa, apenas foi confirmar o que há muito desconfiava: ainda somos uns paspalhos provincianos que se deleitam com o que vem da metrópole, as nossas referências estão lá do outro lado do mundo e que, a continuar assim, com os bombardeamentos que nos chegam do famoso canal dos “irmãos da mesma lingua” não falta lá grande coisa para sermos mais uma região autónoma exemplarmente conseguida num arquipélago que sonha em fazer parte da UE mesmo estando no continente dos negros.
E vão conseguir se nos descuidarmo-nos, acreditem.... porque nisso investem.(X)

Estou em casa, por isso falo livremente

Por: Edmundo Galiza Matos
... E aos microfones da rádio pública a ladainha repitida até à exaustão fez-se presente. Propalada desde 92, já lá vão quase dezasseis anos: “Em Moçambique não há Liberdade de Imprensa”; “Os jornalistas são mortos por ousarem dizer a verdade”; “Todos os jornalistas estão do lado da Frelimo”.
E depois: “Para eu estar aqui a falar livremente foi graças à luta de dezasseis anos da Renamo”; “Nós (Renamo) é que trouxemos a liberdade de imprensa”.
Ora: há ou não há Liberdade de Imprensa em Moçambique?
Eis a mais pura das contradições de uma eloquente perdiz que, aos microfones de uma amordaçada rádio pública, afirma que “Não há Liberdade de Imprensa” para, logo de seguida, em em voo razante, se disdizer ao anunciar que “Para eu estar aqui a falar livremente...”.
Aponta-se, com ironia à mistura, a contradição, não lhe restou outro caminho: “Vou processar”, anuncia, esquecendo-se do que sempre afirmou e reafirmou, ele e os seus comparsas: “todos os juízes em Moçambique estão feitos com a Frelimo”, logo indaga-se: se assim é a queixa só pode ser feita no Tribunal Internacional de Haia.(X)

Uma Azagaia nas mãos de uma Marionete

Por: Edmundo Galiza Matos
... Em microfones diferentes: um em Maputo outro em Lisboa é dito, em dias diferentes, sábado e domingo: a liberdade de expressão em Moçambique corre perigo; a liberdade de imprensa em Moçambique é parcial; que somos o pior país da Africa Austral em matéria de liberdade de imprensa.
Seremos?
E Angola, Zimbabwe, Swazilândia, ...?
Um dos exemplos para sustentar a constatação, tanto aqui no Índico quanto no Atlântico: As músicas do Azagaia foram banidas na “rádio de todos nós” porque incomodam o poder.
A ser verdade é grave, mas ... cada caso é um caso
Em Maputo se especula que o tal do Azagaia não passa de uma marionete, um instrumento de uns tantos escribas da praça com velhas contas por ajustar com o partido no Poder (ou com algumas das suas figuras de prôa), instrumento a quem entregam letras à Zeca Afonso para desbobinar. “Vá lá, canta lá isto”, dizem ao rapaz que, quem já o escutou, tem a lingua bem afiada. E o coitado, porque necessitado de umas massas para fazer das suas, faz o jogo.(X)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

MOÇAMBIQUE: CENTRO DO DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

A jornalista mexicana, Lidia Cacho Ribeiro é a vencedora do prémio Mundial de Liberdade de Imprensa.
Os membros do júri escolheram a jornalista mexicana Lidia Cacho Ribeiro, como vencedora deste prémio, devido ao seu empenho e coragem na denúncia de casos de corrupção política, crime organizado e violência doméstica no México.
A entrega do prémio avaliado em vinte e cinco mil dólares, terá lugar a três de Maio em Maputo, dia em que se assinala o dia Mundial da Liberdade de Imprensa.


As cerimónias centrais do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa terão lugar, como sabemos já neste 3 de Maio em Moçambique. Para o efeito, estarão presentes mais de 200 convidados oriundos de diversas partes do mundo incluindo o Prémio Nobel da literatura o nigeriano Wole Soyinka e o Director-Geral da UNESCO, Koichiro Matsura, que se vão juntar ao Presidente Armando Guebuza. Moçambique vai assim ser este sábado a capital mundial da liberdade de imprensa.

DUAS OPINIÕES

Eliseu Bento (Jornal Notícias/Maputo): "Aqui está sem dúvida alguma mais uma prova inequívoca de que Moçambique está bastante avançado no que se refere à liberdade de imprensa. Aqui está mais uma prova de que Moçambique é um dos países mais livres no mundo no que diz respeito à liberdade de imprensa o que só nos pode encher ainda mais de orgulho.
Todos sabemos, especialmente os jornalistas, que em muitos países os colegas jornalistas passam maus bocados para exercerem a sua profissão como realmente se impõe porque os obstáculos são muitos, as violações são inúmeras, os abusos, detenções, intimidações e outros atropelos estão na ordem do dia.
Certa vez num encontro de profissionais da região no Botswana os jornalistas moçambicanos presentes deixaram meio mundo incrédulo porque tinham dito que no seu país se escrevia até sobre a vida privada do Presidente da República. Foi como que uma bomba no seio daquele pessoal e conseguimos ler que no fim alguns saíram dali com dúvidas sobre se estávamos a falar verdade. Deu para ver que isso era coisa de outro mundo para eles.
Já foi reportado aqui mesmo em Moçambique que um jornalista de um país da região tinha ficado boquiaberto quando estando ele por cá participou numa conferência de imprensa em que o nosso Chefe do Estado no fim se colocou à disposição dos jornalistas para outras perguntas. Disse aquele profissional que no seu país o Presidente falava e fechava a sessão. Não havia perguntas para ninguém
".

José Rodrigues dos Santos (RTP): "Integridade, coragem e paciência são, entre várias outras, as principais qualidades que um jornalista deve possuir para abraçar a área de investigação, de acordo com José Rodrigues dos Santos, antigo director de Informação da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), falando ontem na cidade de Maputo no âmbito das festividades do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala próximo sábado.
Segundo aquele jornalista, não existe jornalismo do sector público nem privado, uma vez que o profissional da comunicação social é um indivíduo comprometido com a verdade e nada mais.
Numa palestra denominada “Jornalismo Investigativo, Contexto, Teorias, Conceitos, Prática e Importância para a Consolidação da Boa Governação e Combate à Pobreza Absoluta”, José Rodrigues dos Santos chamou atenção de que ao seguir por aquela área, denunciando escândalos de corrupção, de desvio de fundos, entre outros, o profissional da comunicação social irá ao encontro dos interesses do público, mas vai chocar com os do poder instituído
".(X)

sábado, 26 de abril de 2008

MAPUTO - PALCO DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Moçambique, tendo como palco a sua capital, Maputo, vai acolher as comemorações centrais do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala próximo dia 3 de Maio.
Para além de cerca de 200 profissionais de todo o mundo, estarão envolvidos nestas comemorações, o Director-Geral da Unesco e outras personalidades ligadas à comunicação social e ao governo moçambicano.
O Sindicato Nacional de Jornalistas iniciou já as comemorações da data com diversas actividades, iniciadas no passado dia 11 de Abril, quando o SNJ completou 30 anos da sua criação.
Está prevista a entrega do Prémio de Jornalismo Carlos Cardoso e um convívio entre profissionais da comunicação social, acto a encerrar as comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
No ano passado, a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Louise Arbour, homenageou os jornalistas que são ameaçados por contribuírem para «a construção de sociedades livres» e recordou que 150 profissionais foram assassinados em 2006.
Numa declaração no âmbito do Dia da Liberdade de Imprensa de 2007, Arbour frisou que 2006 foi o ano em que mais jornalistas morreram assassinados desde que há estatísticas. «Os países envolvidos em conflitos são os mais mortíferos para os jornalistas», assinalou.
Frisando que às vezes os jornalistas e outros trabalhadores dos «media» são vítimas acidentais de conflitos armados, a alta comissária destacou que «frequentemente são alvos intencionais das partes em luta, que preferem operar na sombra».
No entanto, Arbour recordou que os assassínios, assédio ou ameaças a jornalistas também podem ter origem nas próprias autoridades governamentais, em grupos armados ou do crime organizado em países que estão «teoricamente em paz».(X)