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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

quinta-feira, 1 de maio de 2008

REDE AINDA ESTÁ NA "INFÂNCIA", DIZ UM DOS CRIADORES

A internet “ainda está na sua infância”, disse um dos seus inventores, o britânico Tim Berners-Lee, à rede BBC, nesta quarta-feira - data em que o lançamento efectivo da rede mundial de computadores completa 15 anos.
Em 30 de abril de 1993, o centro europeu de pesquisas Cern anunciou que a rede poderia ser usada por todos, em todo o planeta, depois da pressão exercida por Berners-Lee e um colega, Robert Cailliau, sobre os principais dirigentes da instituição.
Para Berners-Lee, a internet poderá desenvolver-se em direcções inimagináveis, desde que seja utilizada para o bem. Ele elogia as redes de colaboração criadas em todo o mundo, afirmando que elas estão na dianteira para o desenvolvimento da rede. Berners-Lee ainda afirma que, um dia, será possível colocar toda a informação do mundo na web. Por enquanto, diz ele, “apenas começamos a explorar essas possibilidades”. Existem 165 milhões de sites disponíveis na rede, segundo a reportagem.
Cailliau disse à BBC que não foi fácil convencer o Cern a abrir a internet para o mundo. “Tivemos de convencê-los que isso iria acontecer, seria algo realmente grande e o Cern não seria capaz de lidar com a rede”, disse. “A melhor coisa a fazer era abrir mão”. Ele revelou também que o centro de pesquisas pensou em cobrar comissão pelo uso da nova ferramenta, mas foi desencorajado pela dupla. Com a cobrança, diz Cailliau, a web não teria se expandido como o fez.(X)

ZIMBABWE DIZ QUE DEBATE DA CRISE ELEITORAL NA ONU É RACISTA

O governo do Zimbabwe acusou as Nações Unidas na quarta-feira, 30, de participar numa táctica "sinistra, racista e colonial" ao debater a crise eleitoral, mas minimizou a questão ao dizer que isso não prejudicará o país.
Na terça-feira, numa sessão do Conselho de Segurança, potências ocidentais pressionaram a ONU a enviar uma missão ao Zimbabwe, onde ainda não há resultados oficiais da eleição presidencial ocorrida há quatro semanas.
O Movimento pela Mudança Democrática (MDC, oposição) diz que o seu candidato, Morgan Tsvangiari, venceu o pleito sem necessidade de uma segunda volta. O partido acusa o presidente Robert Mugabe de não publicar os resultados para impedir a vitória da oposição, e alerta que o prolongamento da crise pode gerar um banho de sangue. "Para nós, [a sessão da ONU] é um sinal de desespero dos britânicos e de seus fantoches do MDC. É sinistro, racista e colonial que o Reino Unido tente amarrar todos no apoio à sua agente neocolonial aqui, mas isso vai fracassar", disse o vice-ministro da Informação, Bright Matonga. Diplomatas disseram que os participantes europeus e latino-americanos, além dos EUA, apoiaram o envio de uma missão da ONU ao Zimbabwe, enquanto a África do Sul, que preside o Conselho neste mês e já tentou sem sucesso mediar a crise política, afirmou que isso não é assunto para o Conselho de Segurança. Mugabe governa o Zimbábue desde 1980, quando o país se tornou independente.(X)

BARRICADAS DE MAIO DE 1968 AINDA DIVIDEM FRANCESES

Há 40 anos, estudantes franceses engravatados atiraram pedras contra a polícia e exigiram que o duro sistema pós-guerra mudasse.
Hoje, a classe estudantil, preocupada com o desemprego e a perda de benefícios estatais, marcha pelas ruas pedindo para que nada mude.
Maio de 1968 foi um divisor de águas na vida da França, um momento sagrado de libertação para muitos, em que a juventude se uniu, os trabalhadores ouviram e o governo semi-real do general De Gaulle tremeu.
Porém, para outros, como o actual presidente francês, Nicolas Sarkozy, que tinha apenas 13 anos na época, Maio de 1968 representa a anarquia e o relativismo moral, a destruição de valores sociais e patrióticos que, ditos a grosso modo, "devem ser liquidados".
Enquanto a revolta da juventude se tornou generalizada no Ocidente - dos protestos anti-Vietnam nos Estados Unidos aos Rolling Stones numa descontraída Londres e finalmente a organização terrorista alemã de extrema esquerda Baader-Meinhof - a França foi onde os protestos da geração do baby-boom se aproximaram mais de uma revolução política real, com mais de 10 milhões de trabalhadores em greve, e não só como uma reacção contra as regras de opressão sociais, educacionais e de educação sexual.(X)

"PORCO VOADOR" DO PINK FLOYD É ENCONTRADO DESTRUÍDO NA CALIFÓRNIA

Um porco gigante inflável que se perdeu num festival de música no sul da Califórnia no fim de semana foi encontrado destruído numa cidade no deserto.


O porco, que integrava os shows do Pink Floyd desde o álbum de 1977 "Animals", que traz a canção "Pigs on Wings", soltou-se das amarras no domingo e desatou a voar sobre o público do Festival de Artes e Música Coachella Valley.
Os organizadores do festival chegaram a oferecer 10 mil dólares como recompensa pelo porco de dois andares de altura, que pertencia ao ex-Pink Floyd Roger Waters.
Dois casais disseram na quarta-feira que eles encontraram os restos plásticos do porco inflável do lado de fora de suas casas.
A vizinha Judy Rimmer achou uma quantidade bem maior de plástico na entrada de sua garagem.
No começo, os casais pensaram que se tratava de uma piada, mas descobriram o que era ao ler na imprensa sobre o porco voador desaparecido.
Eles vão dividir o prêmio de 10 mil dólares e os quatro ingressos vitalícios que o festival dará como recompensa.(X)

EUA - MÊS DE ABRIL MAIS MORTÍFERO

Dois soldados norte-americanos foram mortos em Bagdá, disse o Exército dos Estados Unidos na quarta-feira, 30, elevando o número de baixas em de abril para 46.
Isso faz do mês de abril o mais mortal desde setembro, quando 65 soldados norte-americanos morreram no Iraque.
Cerca de metade das mortes de soldados norte-americanos no Iraque neste mês ocorreram em Bagdad -vários deles atingidos por foguetes e morteiros no leste da capital iraquiana, região que apoia o clérigo xiita anti-americano Moqtada al-Sadr.(X)

JUIZ QUE CONDENOU SADDAM CRITICA MODO COMO ELE FOI EXECUTADO

O juiz iraquiano Rauf Rashid Abdel-Rahman, que condenou Saddam Hussein à morte e que agora se ocupa do julgamento de seu vice-primeiro-ministro Tareq Aziz, criticou a forma como o ex-ditador foi executado, informou na quarta-feira, 30, a agência Aswat al-Iraq. Para o magistrado curdo, Saddam foi enforcado "de maneira incivilizada e atrasada", após ter sido declarado culpado de crimes contra a humanidade.

Saddam Husseis morreu na forca no dia 30 de dezembro de 2006, que nesse ano coincidiu com a celebração de uma das festividades mais importantes do calendário muçulmano, a Festa do Sacrifício. A coincidência gerou várias críticas de outros países árabes e islâmicos, além de organizações pró-direitos humanos e Estados ocidentais.
Nas cenas da sua execução que foram gravadas e distribuídas pela internet clandestinamente era possível ouvir alguns dos presentes insultando o ex-presidente.
Saddam foi condenado à morte após ser declarado culpado de "crimes contra a humanidade" por ordenar a execução de 148 xiitas na sequência de uma tentativa de assassinato contra ele na cidade de Dujail, 65 quilômetros ao norte de Bagdá.
Seu meio-irmão Barzan al-Tikriti, assim como o vice-presidente Taha Yassin Ramadan e o chefe do Tribunal Revolucionário Bandar Awad foram executados pelas mesmas acusações.(X)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

MOÇAMBIQUE: CENTRO DO DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

A jornalista mexicana, Lidia Cacho Ribeiro é a vencedora do prémio Mundial de Liberdade de Imprensa.
Os membros do júri escolheram a jornalista mexicana Lidia Cacho Ribeiro, como vencedora deste prémio, devido ao seu empenho e coragem na denúncia de casos de corrupção política, crime organizado e violência doméstica no México.
A entrega do prémio avaliado em vinte e cinco mil dólares, terá lugar a três de Maio em Maputo, dia em que se assinala o dia Mundial da Liberdade de Imprensa.


As cerimónias centrais do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa terão lugar, como sabemos já neste 3 de Maio em Moçambique. Para o efeito, estarão presentes mais de 200 convidados oriundos de diversas partes do mundo incluindo o Prémio Nobel da literatura o nigeriano Wole Soyinka e o Director-Geral da UNESCO, Koichiro Matsura, que se vão juntar ao Presidente Armando Guebuza. Moçambique vai assim ser este sábado a capital mundial da liberdade de imprensa.

DUAS OPINIÕES

Eliseu Bento (Jornal Notícias/Maputo): "Aqui está sem dúvida alguma mais uma prova inequívoca de que Moçambique está bastante avançado no que se refere à liberdade de imprensa. Aqui está mais uma prova de que Moçambique é um dos países mais livres no mundo no que diz respeito à liberdade de imprensa o que só nos pode encher ainda mais de orgulho.
Todos sabemos, especialmente os jornalistas, que em muitos países os colegas jornalistas passam maus bocados para exercerem a sua profissão como realmente se impõe porque os obstáculos são muitos, as violações são inúmeras, os abusos, detenções, intimidações e outros atropelos estão na ordem do dia.
Certa vez num encontro de profissionais da região no Botswana os jornalistas moçambicanos presentes deixaram meio mundo incrédulo porque tinham dito que no seu país se escrevia até sobre a vida privada do Presidente da República. Foi como que uma bomba no seio daquele pessoal e conseguimos ler que no fim alguns saíram dali com dúvidas sobre se estávamos a falar verdade. Deu para ver que isso era coisa de outro mundo para eles.
Já foi reportado aqui mesmo em Moçambique que um jornalista de um país da região tinha ficado boquiaberto quando estando ele por cá participou numa conferência de imprensa em que o nosso Chefe do Estado no fim se colocou à disposição dos jornalistas para outras perguntas. Disse aquele profissional que no seu país o Presidente falava e fechava a sessão. Não havia perguntas para ninguém
".

José Rodrigues dos Santos (RTP): "Integridade, coragem e paciência são, entre várias outras, as principais qualidades que um jornalista deve possuir para abraçar a área de investigação, de acordo com José Rodrigues dos Santos, antigo director de Informação da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), falando ontem na cidade de Maputo no âmbito das festividades do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala próximo sábado.
Segundo aquele jornalista, não existe jornalismo do sector público nem privado, uma vez que o profissional da comunicação social é um indivíduo comprometido com a verdade e nada mais.
Numa palestra denominada “Jornalismo Investigativo, Contexto, Teorias, Conceitos, Prática e Importância para a Consolidação da Boa Governação e Combate à Pobreza Absoluta”, José Rodrigues dos Santos chamou atenção de que ao seguir por aquela área, denunciando escândalos de corrupção, de desvio de fundos, entre outros, o profissional da comunicação social irá ao encontro dos interesses do público, mas vai chocar com os do poder instituído
".(X)

PORTUGAL: DECLÍNIO DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Em 2007, o ambiente para os jornalistas agravou-se no mundo inteiro, revelaram hoje investigadores da organização Freedom House, segundo os quais a melhor situação é a da Europa Ocidental, apesar de declínios em Portugal, Malta e Turquia.

No que diz respeito a Portugal, o relatório critica a entrada em vigor do novo Estatuto do Jornalista, que dá aos empregadores o direito de reutilização de um trabalho nos 30 dias seguintes à publicação inicial, sem proceder a pagamentos-extra.
De acordo com a mesma entidade, «registaram-se diversos esmagamentos da liberdade de imprensa nos últimos anos», sendo de assinalar a delicada situação do Iraque.
«Uma das razões apresentadas para a invasão do Iraque foi a instauração da democracia mas a democracia que se estabeleceu é altamente problemática», sublinhou a associação.
Apesar de tudo, este não é um dos piores países para o exercício do jornalismo.
A tabela é liderada pela Coreia do Norte, seguida de Mianmar (antiga Birmânia), contando-se também entre os mais mal cotados Cuba, Líbia, Turquemenistão, Uzbequistão, Bielorússsia, Zimbabwé e Guiné Equatorial.
Desde que os órgãos de comunicação passaram a desempenhar um papel-chave na cobertura de golpes políticos e de eleições controversas em países como Paquistão, Bangladesh ou Geórgia, os jornalistas tornaram-se alvos prioritários das opressões dos governos.
O documento refere ainda o agravamento das leis sobre difamação e calúnia, sobretudo em países africanos, enquanto no que respeita à violência para com jornalistas são apontados o México, a Rússia e as Filipinas.
«Por cada passo em frente na liberdade de imprensa em 2007 foram dados dois passos atrás», considera Jennifer Windsor, directora-executiva da Freedom House, num texto que acompanha o relatório.
Para a responsável, «o retrocesso na liberdade de imprensa é indicador de que se vão seguir restrições a outras liberdades».(X)