Pelo mundo fora


contador gratis

Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estou em casa, por isso falo livremente

Por: Edmundo Galiza Matos
... E aos microfones da rádio pública a ladainha repitida até à exaustão fez-se presente. Propalada desde 92, já lá vão quase dezasseis anos: “Em Moçambique não há Liberdade de Imprensa”; “Os jornalistas são mortos por ousarem dizer a verdade”; “Todos os jornalistas estão do lado da Frelimo”.
E depois: “Para eu estar aqui a falar livremente foi graças à luta de dezasseis anos da Renamo”; “Nós (Renamo) é que trouxemos a liberdade de imprensa”.
Ora: há ou não há Liberdade de Imprensa em Moçambique?
Eis a mais pura das contradições de uma eloquente perdiz que, aos microfones de uma amordaçada rádio pública, afirma que “Não há Liberdade de Imprensa” para, logo de seguida, em em voo razante, se disdizer ao anunciar que “Para eu estar aqui a falar livremente...”.
Aponta-se, com ironia à mistura, a contradição, não lhe restou outro caminho: “Vou processar”, anuncia, esquecendo-se do que sempre afirmou e reafirmou, ele e os seus comparsas: “todos os juízes em Moçambique estão feitos com a Frelimo”, logo indaga-se: se assim é a queixa só pode ser feita no Tribunal Internacional de Haia.(X)

Sem comentários:

Enviar um comentário