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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O "jet-set" moçambicano visto por Mia Couto

Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.
No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set".
O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.
O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante este ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética.

Veja na íntegra: O “Jet-set moçambicano

Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado "o maior embaixador da cultura moçambicana".

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique, datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

A sua obra é "reconhecida em todo o mundo", tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, "Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana".

World Music Center promove curso em Maputo

O projecto dinarmarquês World Music Center desenvolvido pela Aarhus Music School daquele pais europeu, acaba de escalar Moçambique para ministrar um curso de formação de professores de música tradicional.

Apadrinhado pelo músico moçambicano, Gimo Remane, radicado na Dinamarca há mais de vinte anos, o projecto visa igualmente fazer a advocacia da necessidade de se apostar na inclusão da disciplina musical no ensino em Moçambique.

Comparativamente à Dinamarca, Moçambique é um pais que ainda tem muito que fazer para que a educação musical seja uma realidade. Com mais de 20 milhões de habitantes, Moçambique apenas tem uma única escola de musica: a Escola Nacional de Musica. Já a Dinamarca, segundo Lance D’Souza, Director do Projecto World Music Center, com apenas 5 milhões de habitantes, tem mais de 300 escolas de musica, cinco universidades, cinco conservatórias de musica clássica e cinco orquestras sinfónicas.

Para Gimo Remane, a musica moçambicana esta a perder os seus valores tradicionais dai a necessidade de se apostar na introdução da disciplina de educação musical desde o ensino básico (primário) ate ao superior.

Ele nasceu na província de Nampula (norte do pais) mas foi na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela sua diversidade musical fruto do cruzamento de culturas de povos africanos e árabes. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais, tocando com grupos culturais dos bairros da ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da independência nacional, começou a compor e a cantar musicas na sua própria língua, o macua.

Artista determinado, fundou em 1985, na companhia de outros músicos, entre os quais Salvador Maurício, a banda Eyuphuru (vendaval), que muitos sucessos e alegria proporcionou aos amantes da musica de Moçambique, dentro e fora do pais.