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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Pais que perderam filhos na China poderão ter outro bebê

PEQUIM - Os pais cujos filhos foram mortos ou mutilados pelo terramoto que atingiu a China poderão ter outro bebê. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 26, por funcionários encarregados de administrar a política do filho único em parte da região atingida, como uma forma de oferecer algum consolo aos casais em luto.
Caso o único filho tenha sido morto, gravemente ferido ou esteja mutilado, os pais podem conseguir uma autorização e então ter um novo bebê.
O terremoto do dia 12 de maio causou ainda mais dor para muitos chineses pelo facto de eles terem perdido o único filho. A destruição de quase 7 mil salas de aula durante um dia de aulas deixou o país entristecido, com dezenas de fotos de jornais focando mochilas de alunos perto dos escombros e pequenas mãos surgindo da destruição.
Mais de 65 mil pessoas foram mortas pelo terramoto, que também deixou 23 mil desaparecidos. O número de vítimas fatais deve subir. Funcionários ainda não estimaram o número de crianças mortas.
A política do filho único foi implantada na China no fim da década de 1970, para controlar a população e garantir um melhor ensino e cuidados de saúde para as crianças. A lei inclui certas excepções para alguns grupos étnicos, regiões rurais e famílias nas quais marido e mulher são filhos únicos.
Segundo o governo, com estas regras o país evitou 400 milhões de nascimentos. Mas os críticos afirmam que a legislação levou a abortos, além de um desequilíbrio entre os sexos - as famílias chinesas em geral preferem ter meninos.
Os casais que têm mais de um filho geralmente são multados. Segundo o anúncio feito nesta segunda-feira, se um dos filhos morreu no terramoto, a família não terá mais que pagar multas - mas os valores pagos anteriormente não serão reembolsados.
Muitos chineses demonstraram o desejo de adoptar órfãos do terramoto. Segundo o governo, uma família pode adoptar quantas crianças quiser neste caso, sem nenhum tipo de punição.
Chen Xueyun está entre os que podem ser beneficiados pela nova medida. Ele perdeu o filho de oito anos, Weixi, quando o apartamento da família em Qingchuan desmoronou. O pai procurou por três dias até encontrar o corpo do filho.
"Se eles (os pais) estão ainda tristes e deprimidos, é impossível falar de um novo bebê", disse Chen. "Mas no futuro, pode ser muito útil para eles". Chen confessou que deseja ter outro filho, mas ainda não conversou sobre isso com a esposa.
"Ela não tem uma boa saúde, e está com medo pois seria perigoso ter outra gravidez, então não ousei falar sobre isso", explicou. "Ela perguntoume se nós podemos adoptar um órfão do terramoto, mas eu disse para falarmos disso depois."(X)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

FOTO DA SEMANA

O MAIOR TERRAMOTO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS NA CHINA
CONTABILIZADOS MAIS DE 80.000 MORTOS E 240.000 DESALOJADOS

Mais de 80.000 pessoas estão mortas ou desaparecidas na China

Mais de 80.000 pessoas são dadas como mortas ou desaparecidas em consequência do pior terramoto na China em décadas, disse o governo nesta quinta-feira. As preocupações agora viraram-se para as doenças, a época chuvosa e outros receios com calamidades naturais.(X)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

FOTO DA SEMANA - Nos escombros do terramoto

Um porco vasculha os escombros de um prédio destruído pelo terramoto no condado de Beichuan, na província chinesa de Sichuan, nesta quinta-feira.

Os mais devastadores terramotos da História recente

CHINA: Em 27 de julho de 1976, um sismo de 7,8 graus matou 270,5 mil pessoas ao devastar a cidade de Tangshan, no norte do país.
IRÃO: O pior terremoto já sentido no país (de 7,7 graus) matou 35 mil pessoas, em 21 de junho de 1990.
ÍNDIA: Quase 20 mil pessoas morreram no estado de Gujarat após um tremor de 7,9 graus em 26 de janeiro de 2001.
TURQUIA: Um sismo de 7,4 graus matou 18 mil pessoas em 17 de agosto de 1999.
MÉXICO: Em 19 de setembro de 1985, um tremor de 8,1 graus matou sete mil pessoas na cidade do México.
JAPÃO: Cinco mil morreram em 17 de janeiro de 1995, num sismo de 6,9 graus na cidade de Kobe.
AFEGANISTÃO: Um terremoto de 6,9 graus causou a morte de quatro mil pessoas na província de Takhar, em 30 de maio de 1998.
IRÃO: Em 26 de dezembro de 2003, 30 mil mortos em tremor na cidade histórica de Bam.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sapos “fugiram” do terremoto. Dias antes

Centenas de milhares de sapos fugiram de uma cidade próxima do epicentro do terramoto de segunda-feira, no sudoeste da China - mas a fuga ocorreu alguns dias antes dos tremores, informa a imprensa chinesa nesta quinta. A migração anormal dos animais, que de modo repentino invadiram as ruas de Mianyang no fim de semana passado, provocou comentários espantados de pessoas convencidas de que se tratava de um sinal que anunciava o tremor.
Apesar da grande repercussão da notícia, um especialista entrevistado pela agência estatal Xinhua minimizou a possibilidade de o terramoto ter sido "previsto" pelos sapos. "Existem muitas razões para explicar uma anomalia em animais e nas águas subterrâneas. Um sismo é uma possibilidade, bem como mudanças climáticas e condições atmosféricas", explica Zhang Guomin, um analista do Instituto de Pesquisas Sismológicas.
Um repórter de um jornal de Mianyang conversou com os moradores da cidade sobre o estranho fenômeno no domingo, um dia antes do terramoto. Os mais velhos diziam ter interpretado a fuga dos sapos como um sinal de um desastre iminente. Os mais jovens faziam piada da relação entre a fuga e uma possível tragédia e afirmavam que os animais saíram do sudoeste do território para participar do transporte da tocha olímpica pela China.
O subdirector do Centro de Redes Sismológicas da China, Zhang Xiaodong, disse que as investigações sobre os terramotos serão aprofundadas nos próximos meses. Agora os chineses querem saber se é possível estabelecer um vínculo entre um fenômeno natural - como a fuga em massa dos sapos - e a iminência de um terramoto. Zhang admitiu, porém, que "a previsão dos terramotos continua sendo um enigma para o mundo".(X)