Pelo mundo fora


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Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fim de semana alucinante sob os efeitos do Mwaken Mwalo

"Já em Maputo e em plena 25 de Setembro, vejo o Ricardo Rangel a atrapalhar o intenso trânsito, dançando nu ao som de John Coltrane e a gritar: “O fusion de Jimmy Dludlu não é jazz, meus senhores”.

O leitor quer passar pela experiência? Nada mais fácil. A receita está aí.


Mas atenção que a “paulada” varia de pessoa para pessoa. Por exemplo: ao defunto Niquinha podia dar-se-lhe a andar de facão em punho a esquartejar todo o ser vivente que se lhe atravessasse o caminho e aí, então, teriamos toda a malta a gritar: Makwen Mwalo, o que é macua, significa “arranquem-lhe a faca”.



Leia mais esta crónica da minha autoria (Click)

sábado, 9 de agosto de 2008

ANGOLA VAI VOTOS. CONHEÇA O PAÍS

A República de Angola tem uma área de 1.246.700 km² e situa-se na costa ocidental da África austral. Conquistou a sua independência a 11 de novembro de 1975.

O país divide-se em 18 províncias e tem como capital a cidade de Luanda. Com uma extensão de 4.837 km, as suas fronteiras terrestres localizam-se a norte da província de Cabinda com Congo Brazzaville, a norte e leste com a República Democrática do Congo (ex-Zaíre), a leste com a Zâmbia e ao sul com a Namíbia.

Angola tem uma costa de 1.650 km banhada pelo Oceano Atlântico. Os seus principais portos são Luanda, Lobito e Namibe. O ponto mais alto do país é o Monte Moco (2.620 m), localizado na Província do Huambo. Com uma rede hidrográfica privilegiada ao nível do continente, Angola tem como principais rios o Kwanza, o Zaire, o Cunene e o Cubango.

A moeda corrente é o Kwanza (Kz).O número estimado de habitantes em 1995 era de 11 milhões, com previsão de chegar a 16 milhões em 2010. O censo de 1995 indica que a população era composta de 49,3% de homens e 50,7% de mulheres. Desse total, 32% da população viviam em áreas urbanas e 53% eram economicamente activos. Estimava-se, em 1995, que Luanda tinha cerca de 3 milhões de habitantes.

A língua oficial é o Português, mas Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, kimbundo, kikongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama.A população é predominantemente cristã, e a religião católica é a mais difundida.

Roberto Carlos: o sonho de tocar para os pobres

A Globo pretende realizar um megashow com Roberto Carlos numa grande favela do Rio. Entre as possibilidades estão a Favela da Rocinha e o Complexo do Alemão.
Veja: Roberto Carlos poderá tocar para os excluidos

A idéia, apresentada pelo director dos especiais do Rei, Roberto Talma, ainda tem de passar pela aprovação da direcção da Globo, mas é bem vista pelo cantor "cor de rosa".

Há tempos Roberto Carlos sonha em fazer uma apresentação assim, mas nunca obteve apoio e infra-estrutura para isso.

Sting no Madison Square Garden de Nova Iorque. Adeus aos palcos pelos The Police

A banda The Police despede-se dos palcos em show repleto de surpresas
Sting, Andy Summers e Stewart Copeland colocaram ponto final na carreira diante de 19 mil fãs em Nova Iorque

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

EUA prendem detentos iraquianos em caixas, diz CNN

Os militares americanos estão a isolar presos iraquianos em caixas de madeira que em alguns casos não ultrapassam a altura do prisioneiro, segundo informou nesta quinta-feira, 7, a rede CNN. O governo dos Estados Unidos divulgou três fotos das caixas, nas quais os detidos mais violentos seriam mantidos por até 12 horas.

As Forças Armadas dizem que as celas são checadas a cada 15 minutos. "Na verdade, quem está preso na caixa de isolamento é mais observado que os outros", explicou à CNN o major americano Neal Fisher. "O cuidado e custódia não mudam simplesmente porque estão presos lá."
Segundo o major, nenhum detido ficou doente ou morreu por ser mantido nas caixas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Golpilistas na Mauritânia, prometem "eleições assim que possível"

Os generais que lideraram um golpe de Estado na Mauritânia na quarta-feira, prometeram nesta quinta, 7, que vão convocar eleições presidenciais "livres e transparentes" no "menor tempo possível", desafiando os pedidos internacionais para que devolvam o poder ao primeiro presidente eleito do país.
O Exército mauritano prendeu o presidente, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed Waqef, depois que o governo anunciou a destituição do Estado-Maior do Exército.
Segundo o presidente, os generais destituídos apoiavam parlamentares que o acusavam de corrupção e de relação com radicais islâmicos.
A crise política começou no início do ano, quando Abdallahi dissolveu o governo no meio de protestos contra a alta do preço dos alimentos e combustíveis.
Na última segunda-feira, houve um indício de que um golpe estaria próximo quando 48 deputados abandonaram o partido no poder, supostamente instigados pelo Exército.
Abdallahi venceu, no ano passado, as primeiras eleições livres da Mauritânia desde a independência da França, em 1960. Desde então, o país conheceu outros dez golpes.
A comunidade internacional - que havia festejado a eleição de Abdallahi - condenou o golpe. A União Européia ameaçou cortar a ajuda de US$241 milhões se os militares não libertarem o presidente eleito.
EUA, África do Sul, Nigéria e União Africana também condenaram a destituição de Abdallahi.
Os 11 homens fortes do actual "Conselho de Estado", criado durante o golpe promovido pelo chefe da guarda presidencial, Mohamed Ould Abdelaziz, confirmaram que colocaram "fim" ao regime de Abdallahi.
A junta disse que trabalhará com políticos mauritanos - muitos dos quais apoiaram o golpe - e com grupos civis para organizar uma eleição presidencial que "renove o processo democrático sobre uma base sustentável".

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Zimbabwe: Robert Mugabe será Presidente honorário e Tsvangirai primeiro-ministro - The Star



Joanesburgo - O chefe de Estado zimbabweano, Robert Mugabe, será Presidente honorário e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, assumirá o cargo de primeiro-ministro do Zimbabwe, indica uma minuta de um acordo hoje divulgada pelo jornal sul-africano The Star.

De acordo com o jornal, após duas semanas de negociações para a formação de um governo de unidade, a União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder) e o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição) já têm um esboço de acordo.
Segundo este esboço, Mugabe, que governa o Zimbabwe desde 1980, será designado "Presidente honorário" e beneficiará de imunidade no caso de qualquer processo judicial por alegados delitos cometidos durante o seu mandato.
Por sua vez, Tsvangirai governará o país, assumindo o cargo de primeiro-ministro, nomeando dois vice-primeiro-ministros (um do MDC e um outro da ZANU-PF), de acordo com The Star.
Não há ainda acordo sobre o período de funções do governo de transição, após o qual serão convocadas novas eleições gerais. O MDC quer que seja de dois anos e a ZANU-PF de cinco, segundo o jornal.
Nesta minuta estão contempladas as condições para a reunião de quinta-feira, em Harare, entre Mugabe e Tsvangirai, durante a qual um acordo poderá ser concluído. O encontro foi promovido pelo Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, mediador das negociações.
Mugabe, Tsvangirai e Arthur Mutambara, líder de um grupo dissidente do MDC, assinaram em 21 de Julho, em Harare, um acordo para a negociação da formação de um governo de união, com a mediação de Mbeki, designado pela Comunidade Para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que está a ser apoiado por delegados da ONU e da União Africana.
Thabo Mbeki é esperado em Harare nos próximos dias, possivelmente quinta-feira, para finalizar o acordo de partilha de poderes entre Mugabe e Tsvangirai, segundo fontes diplomáticas, hoje citadas pelo serviço de notícias zimbabueano, ZimOnline.
De acordo com as fontes, a deslocação de Mbeki destina-se a apoiar a assinatura de um acordo concluído entre os negociadores da ZANU-PF e do MDC, actualmente em Pretória, África do Sul.
As mesmas fontes, que falaram na condição de não serem identificadas, afirmaram que os negociadores têm na mão duas propostas de acordo de partilha de poder que serão apresentadas às duas partes.
Segundo as fontes, uma das propostas coloca Tsvangirai como primeiro-ministro executivo, enquanto Mugabe permaneceria como Presidente. Neste caso, haveria pelo menos dois ou três vice-presidentes e dois vice-primeiros-ministros, saídos dos três partidos em negociações.
De acordo com as fontes, esta proposta visa "acomodar" os actuais vice-presidentes de Mugabe, Joseph Msika, Joyce Mujuru e Emmertson Mnangagwa, que passariam a ser vice-primeiros-ministros.
A outra alternativa, segundo as fontes, propõe que Mugabe permaneça na presidência, mas com Msika, Mujuru e Thokozani Khupe, "número dois" do MDC, como vice-presidentes.
Tsvangirai seria então primeiro-ministro, ficando Arthur Mutambara (líder de outra facção do MDC) e John Nkomo (presidente da ZANU-PF) como vice-primeiros-ministros.

França participou no genocídio do Ruanda, acusa o governo de Kigali

KIGALI - O governo do Ruanda acusou ontem, 5, altos funcionários do governo francês de envolvimento no genocídio de 800 mil pessoas em 1994. Entre os citados estão o ex-presidente francês François Mitterrand e o ex-primeiro-ministro, Dominique de Villepin.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros declarou que o seu governo ainda está a analisar as acusações documentadas pelo governo ruandês, e que, por enquanto, não irá fazer nenhuns comentários sobre o assunto.
O governo de Kigali e organizações de sobrevivente dos genocídio há vários anos têm acusado a França de ter treinado as milícias armadas e antigos militares governamentais que lideraram o genocídio.
As últimas acusações apresentadas são as mais detalhadas em relação as já divulgadas em outras ocasiões e apontam nominalmente altos funcionários franceses.
Mitterrand e Villepin aparecem numa lista de dezenas de outros nomes no final do documento, acusados de darem apoio de natureza "política, militar, diplomática e logística."
Recorde-se que militantes hutua e tutsis se combateram-se durante o massacre ocorrido entre abril e julho de 1994.
As autoridades francesas negaram várias vezes que a França tenha ajudado as forças hutu.
"Soldados franceses estão directamente envolvidos nos assassinatos", afirma o relatório do governo do Ruanda, compilado por uma equipe de investigadores independentes.
O mesmo documento refere que "Os soldados franceses cometeram vários estupros, especialmente de mulheres tutsi".
O ministro da justiça do Ruanda, Tharcisse Karugarama, afirmou que o país não tem planos imediatos para lançar acusações formais, mas o documento que estamos a citar "pode ser uma base para potenciais acusações individuais ou contra o Estado francês."
Em 1998, um painel parlamentar francês absolveu a França de ter responsabilidade no massacre, mas os deputados gauleses afirmaram que sucessivos governos franceses deram suporte diplomático e militar para o governo extremista de Ruanda entre 1990 e 1994.

Histórico do massacre

Cerca de 800 mil pessoas, a maioria da etnia tutsi, morreram em apenas cem dias durante o genocídio no Ruanda.
O país sempre conheceu divisões profundas entre a sua população, nomeadamente, entre membros da etnia hutu, que constituem 85% da população, e tutsi, que tradicionalmente são a elite do país.
Em 1994, o governo, formado por hutus, tentou desesperadamente conter o avanço dos rebeldes de etnia tutsi.
Em abril desse mesmo ano, um avião que transportava o presidente, um hutu, foi derrubado.
Em questão de horas, alguns membros do governo, incluindo o próprio primeiro-ministro, organizaram milícias para percorrer o país e, sistematicamente, assassinar tutsis.
Bloqueios foram criados nas estradas e qualquer pessoa que se identificasse como tutsi era morto com armas de fogo, mas mais frequentemente com golpes de catanas.
Vizinhos mataram os seus vizinhos e até hutus moderados que se recusaram a participar no massacre foram assassinados.
Mesmo freiras e padres foram considerados culpados de participar no genocídio.
A comunidade internacional fez pouco para impedir o massacre, mas depois as Nações Unidas criaram um tribunal internacional na cidade de Arusha, na Tanzânia, para julgar os líderes das milícias.